ARGONAUTA

Aqui pode consultar as curiosidades, omissões, falhas e outros artigos de interesse.

Brasil
  • A venda desta coleção estava 'interdita na República Federativa do Brasil', como indicava a ficha técnica de cada livro.

Cândido Costa Pinto
  • As capas da Colecção Argonauta do nº1 até ao nº32 são tradicionalmente atribuídas a Cândido Costa Pinto. Para isso contribuem as indicações em quase todos os títulos que o identificam como o autor da capa (mas há omissões, facto que muitos atribuem a um esquecimento) e também a exposição da obra do artista realizada em 1995 na Fundação Gulbenkian, mais de uma década após a sua morte, onde eram mostrados os 32 livros como exemplos do seu trabalho como capista. Mas apesar dos gouaches finais serem de Cândido Costa Pinto, a autoria de algumas ilustrações não é sua e por isso o artista não assinou essas capas com o seu tradicional monograma "CAN".
  • + info » www.cromos.com.pt

Colecção Argonauta Gigante
  • Esta coleção é composta por livros com um formato maior que os livros de bolso. Houve duas séries desta coleção - a primeira de 1986 onde só foi publicada "Dune" de Frank Herbert, e a última com 25 publicações entre 1998 e 2007. Esta última série inclui toda a série "Fundação" de Isaac Asimov e as duas primeiras obras da triologia "Night's Dawn" de Peter F. Hamilton.
  • + info » pt.wikipedia.org

Geoffrey Hoyle
  • Geoffrey Hoyle é um escritor inglês de fição científica mais conhecido pelas obras que escreveu em conjunto com o seu pai, o astrónomo Sir Fred Hoyle.
    Cerca de metade das obras de Fred Hoyle foram escritas em conjunto com o seu filho.
  • + info » en.wikipedia.org

Hunt Collins
  • Hunt Collins e Evan Hunter são ambos pseudónimos de Ed McBain, nascido Salvatore Albert Lombino.
  • + info » en.wikipedia.org

Marcas da Coleção
  • As marcas logotípicas ou outras que interessarão a esta apresentação são:
    O logótipo da Colecção Argonauta existente na capa e na contracapa.
    O monograma "CAN" com que Cândido Costa Pinto assinou as capas originais que executou e que pode estar situado em qualquer zona da capa.
    O logótipo dos Livros do Brasil na contracapa, correspondente ao texto em itálico serifado "LIVROS DO BRASIL, LIMITADA / LISBOA".
  • + info » www.cromos.com.pt

Reedições
  • Os primeiros números da Argonauta foram impressos em tiragens cautelosas, justificadas pelo sucesso duvidoso de um novo género. Por isso foram reimpressos uma ou mais vezes. As reimpressões eram clones dos originais e são em geral indistinguíveis (presume-se que em benefício dos coleccionadores que poderiam adquirir uma segunda edição idêntica à primeira).

    Todavia nem sempre é assim - Joel Lima explica que ao abrigo do actual código de direitos autorais a identidade das reedições, se pode destinar a ocultar aos detentores dos direitos a verdadeira tiragem dos títulos.
    No caso da Argonauta, no entanto, há pelo menos uma reedição que tem um sinal que a distingue. Revendo as 'Marcas da Coleção' constantes e considerando os números iniciais da Colecção verifica-se que:
    - O Ícaro da capa é verde no nº1, vermelho no nº2, azul no nº3 e depois vermelho nos números pares e azul nos ímpares até ao nº14 (que saíu após o nº15).
    No nº14 e em todos os seguintes o Ícaro da capa é azul. O Ícaro da contracapa é sempre negro.
    - O logótipo "LIVROS DO BRASIL, LIMITADA / LISBOA" da contracapa é sempre vermelho.

    No entanto ocorrem exemplares aberrantes:
    - No nº1 (Perdidos na Estratosfera) o logótipo da contracapa tanto pode ser vermelho como azul.
    - No nº4 (A Nave Sideral), além da mesma variação das cores do logótipo reconhece-se agora que o Ícaro na capa do exemplar com o logotipo azul é roxo.

    Crê-se que a explicação será que o editor quis que os exemplares da reedição fossem aparentes para os funcionários da empresa através de uma espécie de 'marca secreta' (talvez para evitar a devolução de exemplares já lidos da edição esgotada) e por isso imprimiu o logótipo a azul para os distinguir. Esta reedição foi feita quando o Ícaro da capa era sempre azul e por isso, no nº4 introduziram por engano um Ícaro no fotolíto azul, mas esqueceram-se de que já existia um outro no fotolíto vermelho, de cuja sobreposição resulta a cor roxa.

    Se for assim, uma das reedições distingue-se pela cor azul do logótipo da contracapa. Talvez nas outras reedições tenha sido introduzida uma marca menos evidente, por exemplo na cor ou no texto das cintas, que eram geralmente eliminadas por um comprador que pretendesse ficar com o livro e com essa eliminação desapareciam as provas de que houvera uma reedição.
  • + info » www.cromos.com.pt

Súmula
  • Em grande parte da coleção podemos encontrar uma súmula nas últimas páginas. Aí desvenda-se um pouco do que será o próximo número.
    Essa súmula é antecedida por uma página com um retângulo impresso no canto inferior direito (geralmente), no interior do qual se lê: "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da COLECÇÃO ARGONAUTA"

Nº 14
  • Roy Sheldon é um pseudónimo usado tanto por E.C.Tubb como por H.J.Campbell.
  • + info » www.cromos.com.pt

  • A autoria da capa é duvidosa. No interior é atribuída a Cândido Costa Pinto mas não está assinada. É possível que seja a adaptação duma outra qualquer ilustração.
  • + info » www.cromos.com.pt

Nº 15
  • Este número doi editado a dezembro de 1954 e foi disponibilizado ao leitores antes do nº14 que saíu em janeiro de 1955.
    Entre as páginas 18 e 19 vinha um pequeno papel cor de laranja impresso, com o título 'Advertência ao Leitor' explicando que, por razões editoriais, o nº15 tinha saído antes do nº14.
  • + info » www.cromos.com.pt

Nº 130-A
  • O número 500 tem a lista de todas as obras publicadas até à data. Todavia, nessa lista falta o nº130-A, intitulado 'Estação de Trânsito', do autor Clifford D. Simak. Inicia-se também aqui a 5ª fase das capas... as lombadas passam a ser de um cinza muito claro, praticamente branco.
  • + info » coleccaoargonauta.blogspot.pt

Nº 468
  • Erro no ano da edição Argonauta, na página 4. Onde se lê 1966 deveria ler-se 1986.

Nº 500
Ficção Científica, Semente do Futuro
  • Em Abril de 1999, quando a Colecção Argonauta publicou o 500º volume, intitulado "Ó Pioneiro!", da autoria de Frederik Pohl e traduzido por Alexandra Santos Tavares, Eurico da Fonseca escreveu uma resenha histórica nesse mesmo volume.

    "Era ainda um rapazito, quanto tive o primeiro contacto com a ficção-científica. A Ilustração, uma revista de prestígio, sucessora da Ilustração Portuguesa, publicou uma história de um autor espanhol em que os automóveis presentes numa exposição se tornavam de súbito conscientes e corriam para a rua à caça de transeuntes. Naquele tempo as sobras das revistas iam parar às mercearias para fazerem embrulhos e mais tarde, encontrei numa folha do que depois vim a saber ser de uma "pulp magazine" uma gravura, em que se via um homem apontando uma espécie de lanterna para um penedo dentro do qual ele podia distinguir desse modo uma criatura envergando uma espécie de escafandro.
    As duas histórias tiveram uma profunda influência em mim. Então, a palavra "fantasia" tinha um tom pejorativo - era sinónimo de mentira. Aquilo que se via e que se lia devia ser uma imagem da vida. O pensamento era mantido numa gaiola de regras e preconceitos. Inclusive na própria ciência - dezenas de anos depois de Hubble ter demonstrado que o Universo se estendia muito além da nossa galáxia, os nossos livros escolares ainda não iam tão longe. As obras de Walter Scott e de Alexandre Herculano eram lidas como se contassem coisas que tivessem acontecido e o mesmo acontecia com as de Emílio Salgari e aos folhetos que falavam de Bufallo Bill e de outros aventureiros do Far West. Quando um professor me aconselhou a que lesse as obras de Júlio Verne ("Júlio" e não "Jules" - assim se dizia) não o fez para que o meu espírito se soltasse e navegasse á vontade pelo tempo e pelo espaço, mas sim para que, através das páginas de "A Ilha Misteriosa" aprendesse como até numa ilha perdida os conhecimentos de matemática, física e química, eram indispensáveis. Pena é que muitos dos jovens de hoje nem sequer se apercebam disso.
    Entretanto, as grades da gaiola tinham-se aberto para mim. Verne fora um construtor de futuro, um homem que recorrera à antecipação para mostrar quanto a Humanidade poderia progredir através do conhecimento científico e técnico - mais tarde viria a saber que ele fora o intérprete das preocupações dos cientistas e dos engenheiros franceses perante o progresso dos Impérios Britânico e Germânico. A leitura das suas obras inspirou homens que foram fundamentais para o desenvolvimento da exploração do espaço, como Robert Hutchings Goddard e Wernher von Braun, mas há ainda outro aspecto ainda mais relevante: o seu predecessor, Konstantin Tsiolkowski, o pai da Astronáutica e enunciador das leis do movimento dos foguetes no espaço cósmico, para expôr - cento e dez anos atrás! - os princípios dos seus motores, da associação em "andares", dos satélites artificiais e do comportamento dos seres vivos e das coisas no estado de ausência de peso, teve de recorrer àquilo a que hoje se chama ficção-científica. Nenhuma instituição teria dado o mínimo crédito aos seus trabalhos se eles tivessem sido expostos pelos processos académicos.
    Das "bombas de explosão contínua" com que H.G. Wells no princípio do século previu os efeitos das radiações atómicas, ao sinistro cogumelo descrito com todos os pormenores por hans Dominik em O Segredo da Grande Pirâmide no começo dos anos 20, aos escritos de Robert Heinlein, há mil e um exemplos... alguns, como esses, perturbadores, mas muitos outros promissores - de como a ficção-científica, longe de ser um tipo de literatura de evasão, é uma fornalha onde as ideias não convencionais, na ciência, na técnica, e em muito mais, são postas a caldear, para se tornarem uma realidade quando menos se espera.
    Que a Colecção Argonauta tenha chegado ao nº500, e por certo irá continuar por muitos anos e bons, é sinal que algo mudou. A "fantasia" já não é confundida com a mentira, com a ilusão. Agora é a porta da esperança. Um sinal disso é, curiosamente, a identificação das histórias de OVNIs com os clássicos da FC - os "homenzinhos verdes" surgiram com O Estranho Mundo de Kilsona, o segundo volume da Argonauta., mas hoje são a imagem a que recorrem muitos dos que desejariam não estar sózinhos neste Universo. Não foi também por acaso que 2001 Odisseia no Espaço se tornou num marco da história do Cinema. Mas não é só no aspecto psicológico que a ficção-científica assumiu um papel de guia. Recorde-se outro volume da Argonauta - Revolta na Lua, de Heinlein: o primeiro em que se desenvolveu a possibilidade de os computadores criarem personagens artificiais, inspirando as técnicas usadas em filmes desde Toy Story a Titanic e mil e um efeitos especiais.
    Os 500 volumes da Argonauta não foram o resultado de uma mudança na nossa mentalidade - foram a causa dessa mudança. O facto de ter traduzido metade deles, é a melhor das minhas memórias. Ao fazê-lo, senti que estava a deitar à terra as sementes do futuro."

  • Nº 500
  • Nota do Editor
  • Entre o nº 1 - Perdidos na Estratosfera, da autoria do Professor A.M.Low - e o presente volume, decorreram quase 46 anos, durante os quais foi possível apresentar uma grande diversidade de autores e de obras, naturalmente nem todas agradando a todos, mas indo sempre ao encontro do gosto de um número muito significativo de leitores.
    Em Novembro de 1953, quando o fundador da Editora Livros do Brasil, Antonio de Souza-Pinto, lançou a Colecção Argonauta, publicar um só livro que fosse de Ficção Científica era prova de atrevimento extremo. Imagine-se, então, o anúncio de um colecção, com periodicidade regular! Mas foi o que sucedeu com a Argonauta e, afinal, o êxito acabou por recompensar plenamente a iniciativa.
    Por isso, aqui estamos a saudar todos os leitores - sem dúvida os grandes obreiros da sobrevivência desta colecção - e a agradecer-lhes o entusiasmo com que a têm acolhido e acarinhado ao longo de muitas viagens espaciais, de vários anacronismos e de múltiplas proezas galácticas saídas da imaginação dos maiores escritores do género.

Nº 501
  • O título do livro é 'A História de Nerilka' mas na página 1 lê-se erradamente 'O ENIGMA DE MALACIA - 2', que corresponde ao nº499 de Brian W. Aldiss.

Nº 506
  • Na capa lê-se o título 'Criptozóica' contudo nas páginas 1 e 3 lê-se 'Criptozóico'.

Nº 561
  • O único autor lusófono a ser publicada na Colecção Argonauta foi Márcia Guimarães, com 'A Conspiração dos Imortais'.
  • + info » terramagazine.terra.com.br